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Empreendedorismo que traz cidadania


Vocação da população para trabalho por conta própria posiciona o estado entre os que mais legalizam empreendedores individuais. Sebrae/RJ vai mapear comunidades para oferecer serviços direcionados

POR LEILA SOUZA LIMA

Rio - De aproximadamente 1,1 milhão de brasileiros que entraram para a economia formal por meio do programa do governo federal Empreendedor Individual, mais de 150 mil são do Rio de Janeiro. Essa alta taxa de participação se deve a um traço marcante do fluminense: dom para o empreendedorismo. “Enquanto em São Paulo, as pessoas perdem o emprego e vão em busca de outro, no Rio, boa parte resolve partir para iniciativa própria”, compara Cezar Vasquez, diretor-superintendente do Sebrae/RJ, uma das portas de acesso à formalização. A instituição fará pesquisa em comunidades para traçar os perfis empreendedores e oferecer serviços adequados a cada realidade.

O trabalho será feito em parceria com o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade e vai mapear regiões com Unidades de Polícia Pacificadora. Serão sete áreas: Formiga, Borel, Salgueiro, Turano, Macaco, Andaraí/Flor da Mina, São João/Matriz/Quieto. “Há um mês, fizemos prévia no Morro da Formiga e na Ladeira dos Tabajaras: empreendedores, em geral, têm mais de 24 anos, aproximadamente 50% são donos de negócios com mais de cinco anos, vivem nas comunidades e já passaram pelo mercado de trabalho”, detalha Vasquez.

Jorge Eduardo Ribeiro, 33 anos, é exemplo próximo desse perfil. Após deixar o emprego, abriu um pet com sua mulher, Carolina Alves, 32, perto da Rocinha, onde vivem. “Procurei o Sebrae quando o programa foi lançado. Eu queria vender remédios e rações importadas. E só com a legalização seria possível”, conta Ribeiro.

Para a esteticista Adriana de Faria Xavier, a formalização também deu frutos: “Depois que passei a ser empreendedora individual, montei um site (www.adrianaesteticista.com.br) e posso fazer anúncios. Tornar-se formal é vantagem para o futuro”.

Alinhado às comunidades

O Sebrae/RJ vai padronizar linhas de ações que atendam às necessidades de cada região alcançada pelo programa. A ideia é observar características como grau de instrução, atividades predominantes e outras. Dos mais de 150 mil formalizados no Estado do Rio, pelo menos 15% estão nos cadastros do Sebrae/RJ, porque acessaram a instituição em alguma fase do processo de legalização empresarial. 

Mas um dos problemas identificados é a alta taxa de inadimplência no recolhimento das contribuições legais. É um percentual alto (58,5%), se comparado à média apurada em todo o País — 45%. “É preciso entender que, para dar certo, é necessário cumprir com as obrigações”, alerta Cezar Vasquez.

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/60anos/html/2011/6/empreendedorismo_que_traz_cidadania_168866.html



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